Lula defende a regulamentação do digital, pois "mudar não é retroceder"


No dia 22 de setembro de 2026, o Presidente Lula foi o primeiro a discursar na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA), em plena véspera das eleições presidenciais de 2026, que definirá quem será o próximo Presidente da República Federativa do Brasil pelos próximos quatros anos, em meio a um cenário de digitalização global da vida humana com o avanço da IA.
O Presidente Lula iniciou seu discurso afirmando que “vivemos uma revolução tecnológica sem precedentes”, completando que seria uma “omissão histórica imperdoável” a não “regulamentação das big techs e da Inteligência Artificial” para frear um “punhado de tecno-oligarcas” e que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.Completa dizendo que as empresas [big techs] “conhecem os riscos de seus produtos” e “transferem para as famílias” o dever “impossível” de conter seus algoritmos, acusação que se deu após citar a visão do Papa Leão XVI de que “as decisões sobre tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade”
Disto, anuncia seu plano de acabar com as empresas de apostas digitais, as denominadas bets, por estarem “endividando e destruindo lares” e comemora o fato de o Brasil ter aprovado “uma das legislações mais avançadas do mundo para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital”.
O mandatário brasileiro também fez um aceno à classe artística prometendo que irá “assegurar a justa remuneração de artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual”. A promessa se dá em um contexto que a propriedade intelectual de artistas, sem autorização e remuneração, passa por uma extração de dados, sem autorização e remuneração, para a produção de imagens e sons sintéticos pela IA, após treinarem a máquina com os dados autorais extraídos. Em contrapartida, o Presidente Donald Trump se opôs a Lula ao dizer que não irá regulamentar a IA e, sim, encorajá-la, e anunciou que os documentos estadunidenses passarão a referir a IA como “superinteligência”, banindo o uso de “artificial” porque passa a ideia de que a Inteligência Artificial é falsa.



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