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Festival Super OFF chega a sua 13ª edição e quer popularizar o Super 8

  • Foto do escritor: Bixa Analógica
    Bixa Analógica
  • 25 de jul.
  • 4 min de leitura

Idealizador do Festival (Rodrigo Sousa & Sousa) dá entrevista para a Revista Analógica



O Festival que nasceu, em 2014, no Cineclube do Memorial da América Latina com "o desejo de popularizar novamente o formato Super 8 no Brasil" e "imaginando novos acessos à película e ao cinema" sob "a filosofia de cinema comunitário" quer desfazer o mito de que o Super 8 é impossível de se fazer, como revela o professor de ensino técnico Rodrigo Sousa & Sousa. A própria existência do Festival prova que o "impossível é questão de opinião", pois foram longos anos sem grandes patrocínios em que o dinheiro "sem dúvida" era um dos grandes desafios para manter a existência do evento, já que "o último ano (de 2025) fizemos sem nenhuma grana. Mas Sousa conta que "esse ano (de 2026) é um ano melhor, mas a cada ano, existe esse empecilho" para a organização do evento

E se você nunca filmou com Super 8, Sousa & Sousa diz que é uma excelente oportunidade para ver "realizadores de todas as gerações, presentes no festival", sendo que para muitas dessas pessoas é o primeiro filme de sua vida, e é "assistindo que se tem ideia de fazer novos filmes" e "se imaginar" filmando e participando do próximo festival. É com estes propósitos que o Super OFF realiza diversas oficinas pelo Brasil ao longo dos anos e abre espaço para a exibição de filmes independentes no Festival, já que são "estudantes e profissionais de fotografia ou cinema/audiovisual, e mais uma infinidade de artistas das mais diversas áreas, assim como comunicadores também" participando da mostra.


Sousa também conta que o nome do Festival é "uma junção de nomes", em que "O Super de Super 8 e a sigla OFF, vem de Oficinas, Filmes e Festival" e também pela "conotação muito comum no varejo". É "como se fosse uma oferta, um desconto, algo em promoção", pois querem que "o Super 8 seja mais democrático". VEJA A ENTREVISTA COMPLETA: 1.⁠ ⁠O "Super OFF" chega à sua 13ª edição em 2026. Como nasceu o festival? Conta para a gente um pouco mais da história de como o festival chegou até a 13ª edição.


Rodrigo Sousa & Sousa: O festival vem de um desejo de popularizar novamente o formato Super 8 no Brasil, entendendo que é a forma mais barata de se fazer cinema em película. Um formato que estava praticamente abandonado, obsoleto no Brasil. Entendemos que era também para o cinema um formato periférico, assim como o nosso coletivo. Entendemos que para manter o formato vivo seria interessante adotar a filosofia de cinema comunitário e realizar filmes de maneira coletiva e colaborativa. Assim surgiu o festival com suas oficinas de realização em grupo. Imaginando novos acessos à película e ao cinema. Querendo ver outros corpos e outras classes sociais fazendo cinema na prática. Tendo o Super 8 como mais uma possibilidade de realização. Mais um formato a se dominar e se ressignificar. Nascemos na era do Analógico e nessa transição ao digital. Por quê não hacker também as possibilidades fotoquímicas e conjugá-las junto às outras formas de ver o mundo hoje?


2.⁠ ⁠O que é o “Super OFF”? E por que escolheram esse nome?


Rodrigo Sousa & Sousa: O Super OFF é uma junção de nomes. O Super de Super 8 e a sigla OFF, vem de Oficinas, Filmes e Festival.

O OFF acaba tendo uma conotação muito comum no varejo, como se fosse uma oferta, um desconto, algo em promoção. E no fundo queremos isso mesmo, que o Super 8 seja algo democrático, ainda que se filme menos que antes, que ao menos seja mais plural quem se filme.


3.⁠ ⁠O que o público pode esperar desta edição? Onde será? Há alguma proposta curatorial ou novidade na programação que você gostaria de destacar?


Rodrigo Sousa & Sousa: Nessa edição o público pode esperar um material maravilhosamente rico. Plural. Temos como a ancestralidade, autoafirmação, memória, sagrado e profano se convergem em um dos festivais mais belos que já vimos por aqui. A cada ideia de oficina, a cada filme produzido, histórias que justificam o só do formato e o elevam para outro lugar. Se um formato determina uma linguagem, nesse momento, temos uma ótima subversão dessa linguagem em prol do próprio formato.


4.⁠ ⁠Por que filmar em Super 8 em pleno 2026? Como você vê tal prática até 2030?


Rodrigo Sousa & Sousa: Acho muito interessante como cada vez mais pessoas querem filmar em super 8. São em geral, estudantes e profissionais de fotografia ou cinema/audiovisual, e mais uma infinidade de artistas das mais diversas áreas, assim como comunicadores também. Creio que mesmo com todos os plugins e efeitos nos aplicativos e a própria inteligência artificial, cada vez mais emulando os filmes, nada substitui o ato, o frio na barriga de filmar e o prazer de ver o filme projetado, em película ou digitalemnte, porém que teve uma captação original em película.


5.⁠ ⁠Se você pudesse desfazer um mito sobre o Super 8, qual seria?


Rodrigo Sousa & Sousa: Que não dá pra fazer um filme em super 8. Em 2026 é cada vez mais possível se fazer filmes em película Super 8. Creio que o festival é uma excelente oportunidade para desmistificar os mitos que se tem sobre Super 8. Teremos realizadores de todas as gerações, presentes no festival.


6.⁠ ⁠Quais são hoje os maiores desafios para manter um festival independente dedicado a produções cinematográficas analógicas?


Rodrigo Sousa & Sousa: Sem dúvida, dinheiro. Temos uma equipe bem alinhada, comprometida que sabe o que está fazendo há muitos anos. Muito amor e paixão envolvidos. O último ano fizemos sem nenhuma grana. Esse ano é um ano melhor, mas a cada ano, existe esse empecilho, essa busca para manter toda uma organização, tanto de acervo, quanto de difusão. O festival nasce de uma celebração, uma brincadeira, que de repente ficou séria e responsável com o formato. E isso exige tempo e dinheiro.


7.⁠ ⁠Para quem nunca filmou em analógica, qual seria o convite que você faria para conhecer o "Super OFF" nos dias 22 a 26 de Julho?


Rodrigo Sousa & Sousa: Vai ser bem lindo. Uma verdadeira junção de amantes do formato e jovens lançando o seu primeiro filme, tudo junto e misturado. Com isso, o que tenho a dizer é que os filmes são o maior convite para se filmar. É assistindo que se tem ideia de fazer novos filmes, onde se podem ver todas as possibilidades nas filmagens em Super 8. É ver o primeiro filme de alguém e se imaginar e permitir estar no próximo ano nesse lugar.



 
 
 

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