"A Olympus Trip 35 me ensinou a ter consciência corporal"
- Erikson Veríssimo

- 4 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de mar.
Erikson Veríssimo comenta sobre como o foco por zona da Olympus Trip 35 foi essencial na sua formação como fotógrafo de analógicas

COLUNA ANALÓGICA N.º 2 - A Olympus Trip 35 e a consciência corporal A Olympus Trip 35 foi minha câmera de reentrada na fotografia analógica, comprei ela de segunda mão junto com o Alexandre em um contexto de pandemia em 2020.
Ter ela perto me fazia valorizar ainda mais tudo que estava à minha volta, seja por um olhar estético da realidade, seja por uma atenção afetiva dos momentos. Dentro da Finitude das poses enxerguei infinidades de possibilidades.
Em um mundo superestimulado temos a tendência de anestesiar nosso corpo e existir somente como uma consciência flutuando no mundo. Consciência corporal para mim é devolver a atenção para a integridade de nosso corpo como um todo. Somos perna, mão, dedos, etc.
Fotografar com a trip torna a minha consciência corporal mais apurada, já que ao dimensionar minha distância até o objeto a ser fotografado me utilizo como métrica (com a minha altura e o ângulo da fotografia). Nesse instante, tudo que eu olho me olha de volta.
Por exemplo: quando estou com dificuldade de saber a minha distância até o ponto que eu quero focar, me imagino deitado no chão a minha frente. Tenho 1,72m. Então se cabem dois de mim deitados na minha frente até o objeto, significa que estou a 3,44m [em média]
E quando levo a câmera a meu rosto tenho a sensação dela ser a extensão de meus olhos, e produzir fotografias assim para mim é valorizar a minha perspectiva sobre o mundo. Assim, me coloco no presente e desenvolvo uma relação mais consciente com tudo o que me cerca naquele momento específico.
E a Trip 35 me ensinou a ter uma maior consciência corporal. E foi graças a Trip 35 que eu participei de minha 1ª exposição fotográfica. Sou muito grato a Olympus Trip 35!



Comentários